As loot boxes estão criando uma polêmica e parece que o assunto está longe de terminar. A funcionalidade de recompensas sorteadas em troca de uma pequena quantia em dinheiro – uma “microtransação”, como também é chamada – em jogos como Overwatch e Star Wars Battlefront 2 – criou uma forte reação por alguns políticos e pela comunidade em geral. Apesar de que as desenvolvedoras, como a Riot ou a Eletronic Arts, alegarem que se trata de uma forma legítima de monetizar o jogo, existe o risco de que alguns usuários gastem demasiado dinheiro simplesmente para conseguirem jogar mais – e, muitas vezes, nada conseguirem, pois trata-se de um mecanismo de sorteio com “odds”. Semelhante às de uma máquina caça-níquel.
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Como tudo começou a polêmica das loot boxes
A polêmica surgiu no mês de novembro de 2017. Na Bélgica, um órgão do governo – a Comissão de Jogo – analisou as funcionalidades dos videogames e considerou que o conceito é demasiado próximo de um jogo de azar. Imediatamente, o ministro da Justiça do país fez um apelo para a proibição das loot boxes na União Europeia. Já nos Estados Unidos, no estado do Havaí, o Representante Chris Lee trouxe o tema para a mídia exigindo regulação.
Será a loot box semelhante a uma máquina caça-níquel?
A mídia internacional e políticos em vários países vêm apontando a semelhança, não só no formato de jogo de azar mas também nos efeitos de jogatina descontrolada que vem causando junto a inúmeros usuários. Na verdade, um cassino online como o NetBet é mais honesto. Primeiro, porque não engana seus usuários, que sabem que estão ali para arriscar na sorte e não para fazer um “stop” durante seu videogame, pegando uma arma mais potente ou outro efeito; segundo, porque os usuários dos cassinos online são adultos, enquanto muitos gamers são menores de idade.
Novos desenvolvimentos
Nos Estados Unidos, o tema está crescendo. Uma senadora do estado de New Hampshire, Maggie Hassan, se dirigiu à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, levando o tema e lembrando que a Comissão já regulou os videogames no passado. Os membros da Comissão concordaram, por unanimidade, em vigiar o negócio. A senadora enviou também uma carta ao “Entertainment Software Rating Board”, o órgão com tarefas de classificação de conteúdos de videogames e aplicativos; em resposta, o “Board” deliberou que será adicionado um selo de “Compras Dentro do Jogo” em jogos que permitam fazer compras com dinheiro real.
Na Austrália, um grande jornal nacional (o ABC) já chamou a atenção para as loot boxes bem como os riscos para os usuários, e o caso também está repercutindo nos políticos. De onde virá a próxima reação?
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